domingo, 15 de maio de 2011
Meus Voto Prá Ela
Detinha no meu feitio uma certeza rúim!
Um jeito prá ruína nas luta de violênça todo dia
Por tê um querê nojento, querê de quem grúnhe
Quéto, carecido de tê mais sabiduria.
Peitava quem viesse! Té que de repentemente,
Sofri dum mal cabuloso, mas sicero,
Dum mal novo, e igual a tudo no meu vivê, severo.
Paxonado eu tava. Ela vêi e meu coração ao chão tava rente.
Ô meu Deus, nesses ano tudim de solitude,
Sem tê, querê, precisá, pedí, vivendo Chêi de amante,
O Sinhô me aparece logo cuma mulhé dessas virtude!
E agora, combalido, ferido, retido nessa capela,
Na circunscrência da morte do meu eu de antes,
Grito a todos peito o meu Sim e o nome dela!
domingo, 24 de abril de 2011
De entrega
Não sei por que calo, mas sei pelo que.
Calo esperando ser dito meu nome,
Meu não, o nosso, em nosso jeito e sotaque,
É um disfarce só nosso, um codinome.
Assim me protege como beija-flor.
E choro, talvez é a poesia que quer
A mim, só para ser mais fácil rimar Amor.
Se choro não sou perfeito, nem mesmo ela é.
Ela aqui e mal consigo falar. Espasmos,
Soluço. Nesse encadeamento de sensações
Eu contenho todo meu entusiasmo.
Não quero parecer tolo. Não emito sons,
Só a abraço. Daí enfim acalmo e chamo.
Chamo você, Meu bem, porque eu te amo.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Peso
A superfície da Terra pulsa em minhas costas.
Estou deitado no Chão, sou um Atlas cansado.
É tanto o Ofício! Tantas desculpas de Fuga postas
À um Zeus que hoje não as crê e me lança Nove raios de desagrado!
Vejo o Céu caindo e a coragem toma seu formato
Mínimo. Lembro de uma vez que ouvi: "Deus está na chuva".
Chove, e as gotas doem como se roçassem àsperas luvas
Em meus olhos fazendo-os crer que à Mãe Gaia são ingratos.
A Estrela de Vênus vem cada vez mais próxima
Iluminando o Céu cadente e evaporando os Pingos.
Mas não é o bastante para secar minha lágrima.
No fim, conformado, ergo-me. Olho-o de longe e xingo,
Nada posso agora a não ser continuar meu dever.
Sou um Presente de Deus! Farei meu Panteão e Vocês vão ver!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Motefobia
Apaguem as lâmpadas! Lepidoptera
Ordena, antes que as luzes sejam TraçadasDe sombras esvoaçando alvoroçadas
Trazidas sólidas da vão primavera.
Escuro! Ainda vêm e pousam deixando
Abertas suas asas, cercando-nos
De frios Olhares crônicos, esbanjando
Classe asquerosa de um Insecta sem ônus.
Voltam seu vôo nocivo e desespero! Voam
Filo a filo das Flores no que a condição
Arthropoda permite, e assustam no que asas soam!
Por que não em um Reino de inaninação?!
Queria na raridade Animalia da Raposa
Em vez do medo na numerosa Mariposa!
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